quinta-feira, 1 de maio de 2014

A SOCIEDADE DOS INDIVÍDUOS - O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO



O que vem primeiro: o indivíduo ou a sociedade? Os indivíduos moldam a sociedade ou a sociedade molda os indivíduos?
 Podemos dizer que indivíduos e sociedade fazem parte da mesma trama, tecida pelas relações sociais. Não há separação entre eles.
O processo de socialização é o processo pelo qual os indivíduos formam a sociedade e são formados por ela.
Nossa individualidade se constrói no contexto das relações com os diferentes grupos e instituições dos quais participamos. Por isso, temos experiências semelhantes ou diferentes das de outras pessoas.

O que nos é comum
Ao nascer, a criança chega a um mundo que já está pronto. Nesse momento ela ainda não se reconhece como pessoa, pois não domina os códigos sociais.
No processo de conhecimento do mundo, a criança: descobre que há coisas que pode fazer e coisas que não pode fazer.
Ao conviver com a família e com os vizinhos, frequentar a escola, ver televisão, passear e conhecer novos lugares, coisas e pessoas, a criança vai se socializando. Nesse processo, ela aprende e interioriza palavras, significados e ideias, enfim, os valores e o modo de vida da sociedade da qual faz parte.
As diferenças no processo de socialização
Entender a sociedade em que vivemos significa saber que há muitas diferenças e que é preciso olhar para elas.
As desigualdades >  promovem formas diferentes de socialização.
Ao tratar das diferenças > temos de vê-las no contexto histórico.
A socialização acontece de maneiras diferentes de acordo com a época e com as condições em que se vive > a socialização das pessoas que vivem em um país em guerra, por exemplo, é diferente daquela das pessoas que moram em um local em que há paz.
Tudo começa na família
Socialização:
Processo formal > é conduzido por instituições como a escola e a Igreja;
Processo informal > acontece inicialmente na família, na vizinhança e pela exposição aos meios de comunicação.
Família: espaço privado das relações de intimidade e afeto; espaço no qual aprendemos a obedecer às regras de convivência e a lidar com as diferenças e a diversidade.
Espaços públicos: todos os outros lugares que frequentamos; locais em que precisamos observar normas e regras próprias de cada situação.

Tomazi, Nelson Dacio, Sociologia para o ensino médio / Nelson Dacio Tomazi - 2ª edição - São Paulo: Saraiva, 2010. páginas, 7,8,9,10.
                                     

terça-feira, 11 de março de 2014

PT X PMDB

QUEM QUER DESPOLITIZAR A POLÍTICA

É preciso entender que conflito entre o governo e parte do PMDB envolve interesses maiores do que vagas no Ministério


 
Depois de passar o mandato inteiro tomando pancada  porque era acusada de barganhar ministérios por minutos no horário político e permutar verbas públicas por apoio no Congresso, agora Dilma Rousseff é criticada  porque definiu um limite para as tratativas e negociações com o PMDB.
    
 A mais nova catástrofe anunciada de seu governo é a possibilidade do partido de Michel Temer e Eduardo Cunha romper a coalização construída em 2010. Como tantas catástrofes que expressam acima de tudo um inconfessável desejo político, as chances de uma ruptura ocorrer são reais, mas remotíssimas. 
  Não é isso que cabe discutir aqui, porém.
     O visão  criminalizante sobre o conflito entre o governo e o PMDB sustenta que Eduardo Cunha quer mais empregos e  mais verbas – mercadorias que se costuma classificar  como sujeira política, quando praticada pelo adversário, ou como sacrifício necessário, quando se trata de um aliado.   
     Em qualquer caso, descreve-se um jogo sem saída, que Dilma  perderá em qualquer hipótese no balanço final. Se atrair o PMDB,  terá sido porque sujou-se. Se não atrair, demonstrou  incompetência e falta de apetite para o jogo político como ele é.
     Caso o PMDB fique na aliança, vamos descobrir quanto ganhou por isso. Caso vá embora, vamos apurar quanto Dilma perdeu.
    Em qualquer caso, avançam nossos sábios,  terá sido mais uma demonstração de sua inferioridade  diante de adversários supostamente competentes, modernos, atualizados, preparados, simpáticos e carismáticos, blá, blá, blá -- ainda que os números de intenção de voto digam que ela tem chances matemáticas de levar a eleição no primeiro turno. É isso, no fundo, que se pretende demonstrar.

   Prisioneiros de um olhar moralista que tenta criminalizar toda atividade política, impede debater interesses de fundo e diferenças importantes para a maioria da população, procura-se fingir que não há nada mais relevante do que um ministério a mais (ou a menos)  em Brasília.
   O fenômeno é conhecido. Depois de criar uma lenda, é preciso, pelo menos, fingir que se acredita nela.
   Vamos falar de política. Eduardo Cunha, Gedel Lima, Sandro Mabel e outras estrelas do PMDB integram a parcela reacionária de um partido desigual e disforme. Têm peso no Congresso, sim. Mas expressam interesses de grandes empresários que, como todos aprendemos , sei lá, desde que o capitalismo começou a funcionar em determinado ponto da Escócia, não costumam ser os mesmos da maioria das pessoas.
    Eles agem  como adversários políticos de projetos essenciais para o governo e de interesse da maioria dos brasileiros.  
   Cunha, por exemplo, é o principal porta-voz dos interesses das empresas de telefonia que querem acabar com a neutralidade do Marco Regulatório da Internet. Um negócio que vale bilhões para as empresas e que, conforme a decisão dos parlamentares, irá transformar a rede – até agora um espaço público – numa feira de negócios e cobranças indevidas para empresas privadas, prejudicando milhões de usuários.
    Sandro Mabel é o profeta da eliminação da CLT, que pretende trocar por um projeto de terceirização completa do mercado de trabalho. Dá para acreditar? Eliminar a Era Vargas estava no programa de Fernando Henrique Cardoso, não de Lula.
    Geddel Lima é um tucano que permanece no PMDB por interesses particulares,  utilizando o apoio ao governo federal para receber recompensas de praxe. Não gosta e nunca gostou de Dilma, nem de Lula nem do PT.
   
    Você pode concordar – ou não – com os pontos de vista de Cunha, Mabel, Geddel e tantos outros.  
    Só não vale fingir que eles não tem relevância e interesse. Esse é o truque: mascarar a diferença política para transformar tudo em jogos de aparelhos, cargos públicos e dinheiro pesado, é a melhor forma de despolitizar a democracia e deseducar o eleitorado.
     Nivelando por baixo, todos ficam iguais. Acho que dá para entender, não?
 http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE

O TAL DO "LEPO...LEPO..."


Andei observando como esse "hit" baiano fez e ainda faz "sucesso" entre os jovens, pelo menos entre alguns que eu conheço e um fato ocorrido hoje chamou a minha atenção. Enquanto me dirigia para uma das salas de aula da escola na qual trabalho, pude perceber duas garotas que "embaladas" pelo lepo,lepo, ensaiavam os passos da coreografia. Resolvi arriscar-me a analisar a letra da música em destaque.
 O "cara" declara-se sem saída diante da situação financeira que enfrenta se não vejamos:
"Ah, eu já não sei o que fazer
Duro, pé-rapado e com o salário atrasado
Ah, eu não tenho mais pra onde correr
Já fui despejado, o banco levou o meu carro..."
Não pagou o aluguel e as prestações do financiamento do carro, acabou sendo despejado e teve o carro com busca e apreensão consumadas pela justiça(provavelmente). Diante dessa situação parte para refletir acerca do seu "relacionamento", questionando qual o interesse dela por ele,"Será que ela vai me querer?...Se é dinheiro, ou é amor, ou cumplicidade...". Que segurança revela? Desconhece na verdade o que motiva sua "amada" a está com o mesmo. Declarando sua situação econômica, apresenta o que tem a oferecer:
"Eu não tenho carro, não tenho teto
E se ficar comigo é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lepo lepo
É tão gostoso quando eu ranranranranranranran o lepo lepo".
Ao que nos parece só pode oferecer o seu "bom desempenho sexual", o que considero pouco para se estabelecer um relacionamento sério.

Será mesmo?

Engana-se quem pensa que o ex-ministro Fernando Bezerra é carta fora do baralho. Além de ser uma das duas opções do PMDB para disputar o Governo do RN, Bezerra ainda não descartou a possibilidade de dar um sim ao partido, pelo menos é o que garantem fontes do Blog do Marcos Dantas, ligadas ao empresário. “Ele pode até não ter a estrutura política de Henrique, mas tem as mesmas condições de administrar o RN“, disse a fonte.
http://marcosdantas.com/fernando-bezerra-ainda-esta-no-pareo/

FILOSOFIA

“Só sei que nada sei”
Em  certa  passagem  de  a Defesa  de  Sócrates,  na qual  se  refere  às  calúnias  de  que  foi  vítima,  o  próprio  filósofo  lembra  quando  esteve  em  Delfos, local  em  que  as  pessoas  consultavam  o  oráculo no templo de Apolo para saber sobre assuntos  religiosos,  políticos  ou  ainda  sobre  o  futuro. Lá, quando o seu amigo Querofonte consultou Pítia indagando  se  havia  alguém  mais  sábio  do  que  seu mestre Sócrates, ouviu uma resposta negativa.
Surpreendido com a resposta do oráculo, Sócrates resolveu investigar por si próprio quem se dizia sábio.
Sua fala é assim relatada por Platão:
"Fui ter com um dos que passam por sábios, porquanto, se
havia lugar, era ali que, para rebater o oráculo, mostraria
ao deus: “Eis aqui um mais sábio que eu, quanto tu
disseste que eu o era!”. Submeti a exame essa pessoa —
é escusado dizer o seu nome: era um dos políticos.
Eis, Atenienses, a impressão que me ficou do exame e
da conversa que tive com ele; achei que ele passava por
sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos seus
próprios, mas não o era. Meti-me, então, a explicar-lhe
que supunha ser sábio, mas não o era. A consequência foi
tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes.
Ao retirar-me, ia concluindo de mim para comigo: ““Mais
sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que
nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe
saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei,
tampouco suponho saber. Parece que sou um nadinha
mais sábio que ele exatamente em não supor que saiba o
que não sei”. Daí fui ter com outro, um dos que passam
por ainda mais sábios e tive a mesmíssima impressão;
também ali me tornei odiado dele e de muitos outros."

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Considerações acerca da liderança


LIDERANÇA NÃO SE APRENDE EM CURSINHOS

ABRAHAM SHAPIRO

Na década de 1980, surgiu a moda da palestra de motivação. As empresas gastaram fortunas nisso. Certo dia ensolarado, a verdade se revelou. Palestra de motivação traz tanto resultado para empresas quanto limonada para a cura do tétano. Mas do que adiantava se arrepender? As grandes companhias apagaram a prática de seus planejamentos, e hipocritamente fizeram de conta jamais terem pensado assim. Mas as médias e pequenas seguiram o caminho aberto.
Hoje, as antigas palestras de motivação deram lugar aos cursos relâmpagos de liderança.
Vira e mexe vêem-se uns e outros anunciando a mágica de formar líderes a troco de um bom dinheiro. Os apelos são tentadores. É como “dar milho para bode” já que qualquer funcionário mantém a ilusão de tornar-se líder aos moldes do que veem nas produções de Hollywood  e nas revistas de negócios.
Se você conhece alguém que tenha se tornado líder apenas por participar de cursos, consiga um pouco de seu sangue, pois ele contém o DNA de um indivíduo realmente especial.
Há “cursos” e “cursos” de liderança. Várias instituições respeitáveis promovem programas ministrados por professores experientes que orientam sobre dificuldades profissionais da carreira e estratégias de superação. Isto é a base do desenvolvimento de líderes.
Liderança é dia a dia. É aprendizado contínuo, sem começo, nem fim. Um líder autêntico está em formação e desenvolvimento até sua morte.
O melhor curso de liderança está aí onde você trabalha, onde você vive, nos seus relacionamentos, nos livros que você comprou e nunca leu... ou nos que você nunca adquiriu e devia.
Liderança se aprende e se vive a cada atitude ou gesto, na consideração que se tem pelo chefe ou subordinado – não há diferença. Liderança se abstrai do tratamento ao cliente – seja ele quem for.
Liderança vem de se lutar pela realização do propósito da vida, da filosofia, da religião, dos princípios e valores, mas acima de tudo, de se ter olhos e ouvidos sensíveis. Ela está nas situações mínimas e máximas, e no modo de se lidar com elas. Está nas decisões que se tomam, e nos destinos que se julgam correto adotar.
Palestrante nenhum, venha de onde vier, tem o poder de fazer de você um líder. Só você mesmo.
O ponto auge desta questão é fabulosamente simples. Nem todos poderão ser líderes sobre outros. Muitos jamais conseguirão isto. No entanto, resta uma grande esperança: a de liderar sobre si próprio. E, de fato, esta é a mais profunda e maravilhosa essência do que significa ser líder.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro "Torta de Chocolate não Mata a Fome - Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos", Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

Flash

TRAGÉDIA

É o que se espera após a tragédia de Santa Maria - RS, que as autoridades passem de fato a fiscalizar as casa de shows para que fatos como este não se repitam.

POLÍTICA

Ainda não entendi o que ocorre com oposição que após uma brilhante manobra, sendo minoria, conseguiu eleger a mesa diretora do legislativo municipal e agora suplentes das coligações oposicionistas buscam na justiças a cassação dos diplomas dos seus "companheiros", como diria Jô Soares, "mui amigos".

A  COBRA PRETA

O asfaltamento de algumas ruas da cidade logo nos primeiros dia de administração, criou uma expectativa positiva junto à população quanto ao governo do prefeito Isoares Martins, é aguardar para ver o que acontecerá.

VIAGEM

E por falar nele, o prefeito do município encontra-se em Brasília, na companhia do secretário da educação Marcos Antônio, o objetivo da viagem é  captar recursos para a nossa cidade.